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Intercessões Poéticas, 2019

Exposição Coletiva - acrílica sobre tela

Interseções Poéticas -texto Fernando Cocchiarale

Curadoria de Fernando Cocchiarale e Patrícia Toscano

A exposição ​Intersecções Poéticas propõe um diálogo plural entre diferentes poéticas e gerações artísticas reinventando métodos e estratégias que constituem uma resistência do experimentalismo que marca a liberdade de expressão na contemporaneidade. E é na arte da palavra com sensação de acento agudo que enaltecemos esse discurso.

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A coletiva organizada por ​Fernando Cocchiarale e Patricia Toscano​, terá participação especial de Anna Bella Geiger como convidada. A presença de Geiger questiona o olhar resistente do mercado de arte aos jovens artistas.

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Os artistas ​Esther Bonder, Fernanda Godoy, Gabriela Fero, Julia Machado, Luiza Furtado, Moema Branquinho, Pedro Amorim e Sabrina Barrios ocupam o espaço apresentando obras de diferentes linguagens e técnicas hibridizadas em projeções, pinturas e instalações que especializadas dialogam entre si, com a arquitetura local, e exploram as condições atuais arquitetônicas da edificação. Trata-se de um espaço atípico de arte, repleto de memórias, transformado numa atmosfera expositiva.

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Isso vem de uma experiência, em certa medida, coletiva, já que todos os artistas durante um período de maneira concentrada, experienciaram os trabalhos uns dos outros. Tal endereçamento se deve à colaboração e as experiências trocadas por eles, referenciados nos trabalhos numa tentativa de interpoética.

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A reinvenção de outros parâmetros e novos espaços para produzir arte se faz necessária para que a arte transborde o âmbito estrito das galerias e instituições, instaurando-se um acontecimento poético quase inaudito, transverso pelo signo da surpresa.

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Dos mapeamentos poéticos realizados pelos artistas, cada obra traz consigo indícios de diferentes tempos, espaços e memórias. Obras feitas com uma percepção e sensibilidade apurada do mundo e momento político no qual vivemos. Uma percepção que provém de uma imersão na experiência do desconhecido.

 

Dessa impossibilidade vive o artista: ela alimenta a incessante busca por novos caminhos poéticos.

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O corpo de artistas desta exposição, incansáveis na busca pelo desconhecido, penetram o poético como telos desta ação. Das viagens e experiências artísticas, seus trabalhos trazem memórias e signos que afetam o olhar do espectador.

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Conscientizam-se de que o foco da arte se deslocou de uma função de representação para uma função relacional com o todo e com os outros. Com o mundo. O objetivo da arte não é somente produzir ou reproduzir imagens para contemplações estéticas, mas criar um espaço e tempo de experiência sensível e reflexiva relacional.

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Afirma-se a potência da linguagem cultural e da experimentação, em tempo de crise da liberdade de pensamento e expressão. De certo modo, há uma espécie de profanação quando se ocupa um espaço urbano sem signos clássicos de cubo branco. Libertar o cubo branco de seu fundamento é dar um passo disruptivo na própria ficção estética.

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